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ONG realiza seminário sobre violência contra idosos LGBT

No dia 28 deste mês, a ONG Eternamente SOU estará promovendo o II Seminário Velhices LGBT: Expressões da violência contra a pessoa idosa, para discutir o tema da Campanha Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa – Junho Violeta. A ONG é a primeira do Brasil a acolher e assistir o idoso LGBT 60+.

Rogério Pedro, 28 anos, é idealizador da entidade e coordenador do evento. Ele concedeu entrevista à Filha&Cia antes de ir para o 15º Congresso LGBT, onde foi chamado para falar sobre o envelhecimento LGBT e o direito de envelhecer em comunidade, assim como a necessidade de atualização do Estatuto do Idoso para inclusão da diversidade sexual.

Nessa entrevista ele frisou várias vezes a importância de se dar espaço, oportunidade e visibilidade para um envelhecimento digno das pessoas independente de sua sexualidade. O idoso LGBT sofre de dois tipos de violência, por ser idoso e ser por gay. Segundo estudos, o idoso sofre no geral de 9 tipos de violência: física, institucional, abandono, negligência, violência financeira (econômica), auto-negligência, medicamentosa, psicológica e sexual. O(a) idoso(a) LGBT também sofre da violência da discriminação, preconceito e LGBTfobia.

O evento será no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, de 8:00 às 17:30 e a inscrição pode ser feita com 1kg de alimento não perecível que será doado posteriormente.

Um refúgio para um público muito carente de assistência

O objetivo da Eternamente SOU é oferecer um espaço seguro, de acolhimento, com 24 voluntários, incluindo geriatra, nutricionista, psicólogos, assistentes sociais, para conhecer o público idoso LGBT e avaliar suas reais necessidades. Rogério explica a ideia de criar esse refúgio surgiu de uma pesquisa pessoal dele junto a 159 equipamentos municipais. Apenas 2 deles trataram-no com cordialidade. Nos demais a sexualidade do idoso é inexistente.

A estatística mais recente sobre a comunidade idosa gay mostra que 80 a 90% desses idosos envelhece só. Com isso, o idoso LGBT muitas vezes se vê obrigado a ocultar sua sexualidade para não sofrer mais discriminação e preconceito. Rogério considera isso inaceitável e criou a ONG para que muitos possam, como ele, ter um lugar na velhice onde não tenham que esconder quem são ou o que defendem por não ter a quem recorrer.

A ONG oferece atividades semanais para os idosos LGBT e um encontro mensal que discute temas diversos. Em breve, ela vai promover e divulgar o projeto Padrinho SOU que pretende conscientizar o jovem LGBT que ele vai envelhecer e ele não vai envelhecer sozinho. Assim, a proposta é que um jovem apadrinhe um idoso LGBT fazendo ligações para conversar com ele, levá-lo ao cinema, marcar consultas médicas, ajudá-lo com novas tecnologias, enfim, se tornar uma pessoa a quem o idoso sozinho poderá encontrar companhia e conforto.

Para um mundo livre da violência contra qualquer idoso, a Filha&Cia apoia toda e qualquer campanha em prol de um envelhecimento digno para todos.

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Angélica Soller

Angélica Soller

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